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Noticias da Política Actual

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quarta-feira, 15 de julho de 2009

Coligação PPM poderá “juntar-se”


Não é so noticia as coligações de António Costa, com o Zé faz falta e com a Helena Roseta.

Também o jornal local Matosinhos Hoje avança com um coligação numa Freguesia de Matosinhos.

Ao que o MATOSINHOS HOJE conseguiu apurar, além do PSD e do PP, a coligação "Matosinhos Merece Melhor" poderá contar igualmente com a participação de elementos do Partido Popular Monárquico (PPM).

Embora não haja ainda acordo formal, e segundo as mesmas fontes, a participação do PPM poderá ser sentida sobretudo na candidatura à presidência da Junta de Freguesia de Leça do Balio, encabeçada por José Leirós

terça-feira, 7 de julho de 2009

Guilherme Aguiar andou por Leça da Palmeira e não gostou do que viu

Ocandidato do PSD à Câmara de Matosinhos, José Guilherme Aguiar visitou o Complexo Habitacional da Bataria, bem como o Pavilhão Desportivo. Duas infraestruturas construídas há poucos anos, em Leça da Palmeira, mas que, segundo ele, já apresentam problemas para quem os utiliza.
No bairro social, uma das questões que saltou de imediato à vista é a deficiente mobilidade. Isto porque, "tem somente uma entrada/saída", salienta o Candidato do PSD/CDS-PP à Câmara de Matosinhos. "Caso aconteça algo que bloqueie aquela passagem, cria-se um problema muito grave a quem ali vive." Neste sentido, José Guilherme Aguiar considera fundamental apostar na mobilidade na Bataria, uma vez que esta limitação física faz "crescer o sentimento de gueto" que se vive em vários bairros sociais do concelho.
O Pavilhão Desportivo foi outro dos pontos de paragem. Aproveitando a realização do Torneio de Basquete Farol da Boa Nova - um dos mais prestigiados da Europa na categoria de Sub-14 - José Guilherme Aguiar esteve junto dos leceiros e ouviu as suas queixas quanto aos problemas que esta infraestrutura já apresenta. Apesar de recente, o pavilhão tem deficiências ao nível da cobertura que faz com que haja infiltração de humidade. Essa humidade afecta o piso do pavilhão tornando a prática desportiva impossível.
Estes probelmas que José Guilherme Aguiar diz ter constatado e querer ver solucionados foram alvo de um comunicado dirigido à nossa Redacção.
De salientar, ainda, que no referido documento é referido o torneio de basquete - cuja organização é de louvar, bem como a excelente adesão do público -, mas criticando aquele político o actual Presidente da Câmara de Matosinhos por pouco tempo estado no local, não ficando sequer para a entrega de prémios.

domingo, 26 de abril de 2009

Guilherme Pinto boicotou prova de cicloturismo

Realizou-se no domingo passado a 2ª etapa da época 2009 A.C.Norte

Mas, esta prova, que teve a participação de 287 ciclistas e cerca de 30 equipas, só se realizou, porque a Associação C. do Norte não cedeu, ao braço de ferro, imposto por Guilherme Pinto e a empresa Municipal - Matosinhos Sport.

Assim, a seis dias da prova, chegou o anúncio de que a Câmara Municipal de Matosinhos, não patrocinava a tradicional "Volta a Matosinhos".

Isto porque, na semana passada, Narciso Miranda apareceu numa paragem da marginal ao lado do presidente da ACN.

E como todos sabemos, os socialistas de Matosinhos, não gostam de misturar politica de outras cores partidárias, com desporto.

Gostam, isso sim, que os seus dirigentes e militantes socialistas, estejam inseridos em todas as colectividades e associações, começando no grande Leixões S.C. e terminando no pequeno S. Sebastião de Leça do Balio, passando pelos ranchos folclóricos de algumas freguesias e terminando nos Bombeiros Voluntários e Centros Sociais do concelho.

É a chamada ditadura de esquerda, sempre praticada, quando alguém os incomoda.

Só que agora, quem está a incomodar é alguém que conhece os truques todos e os cantos daquela casa socialista.

Aguardemos o que vai acontecer nas próximas semanas, pois mensagens de telemóveis a ameaçar funcionários e avençados do poder socialista, que estão com Narciso Miranda, já estão a ser enviadas.

Nesta mistura explosiva, entre o desporto e a politica, mais tarde virá uma etapa patrocinada pela associação do antigo presidente camarário.

Hoje no final da etapa, mais de 200 ciclistas ouviram o presidente da Associação Cicloturismo do Norte, um matosinhense e socialista de Custóias, desagradado com este comportamento da câmara e da empresa municipal de desporto, mas a sua colagem, à candidatura de Narciso Miranda, já não passou despercebido a ninguém.

domingo, 19 de abril de 2009

Democracia Pobre.....Polémica dos outdoors continua…

Polémica dos outdoors continua… CMM recorre a Tribunal Constitucional


Guilherme Pinto acha que a Comissão Nacional de Eleições não tem competência para decidir. PSD compara presidente da autarquia a Hugo Chavez. Narciso fala de “inexperiência” e “deslumbramento pelo poder”. Na semana passada, o “Matosinhos Hoje” deu conta da polémica em torno da retirada de outdoors de propaganda político-partidária.

A Comissão Nacional de Eleições (CNE) foi chamada a intervir, quer pelo PSD quer pela Associação “Narciso Miranda-Matosinhos Sempre”, mas um dos parágrafos suscitou mais do que uma interpretação da lei: “A afixação de mensagens de propaganda em lugares em espaços públicos, seja qual for o meio utilizado, é livre no sentido de não depender de obtenção de licença camarária, salvo quando o meio utilizado exigir obras de construção civil, caso em que apenas estas estão sujeitas a licenciamento”.

A Câmara Municipal de Matosinhos requereu esclarecimentos sobre esta matéria. O resultado foi final conhecido há uma semana. A CNE reuniu em plenário, tendo decidido o seguinte: “No uso dos poderes conferidos pelo artigo 7º da Lei nº71/78, de 27 de Dezembro, notifique-se o Senhor Presidente da Câmara Municipal de Matosinhos para, no prazo de 48 horas, repor a propaganda removida, sob pena de, não o fazendo cometer o crime de desobediência previsto e punido pelo artigo 348º do Código Penal”.

No mesmo dia, foram várias as reacções ao conteúdo do parecer.
PSD ameaça com queixa-crime na última quarta-feira, o PSD chamou os jornalistas para uma conferência para dar conta do furto de sete estruturas metálicas, uma das quais identificada com o outdoor do partido. A presidente da Comissão Política Concelhia de Matosinhos, Clarisse Sousa comparou Guilherme Pinto a Hugo Chavez, presidente da Venezuela: “É de lamentar que o sr. Presidente da Câmara tome posições semelhantes às de Hugo Chavez”. Sérgio Aguiar salientou que nenhum dos argumentos utilizados pela CMM, baseados no artigo 4º da Lei 97/88, se verifica, nomeadamente a obstrução da perspectiva paisagística e da beleza do enquadramento dos monumentos, a segurança de pessoas e coisas, entre outras. Sérgio Aguiar mostrou aos jornalistas uma fotografia, tirada junto à estação de metro da Cruz de Pau, que mostra um monte de pedras por detrás do outdoor, para exemplificar de que forma a colocação da estrutura metálica do PSD transgride o artigo invocado pela autarquia. Também o líder da JSD condenou “veementemente esta atitude que roça a censura”. Ricardo Gonçalves Cerqueira recordou que a própria JSD colocou dois cartazes junto ao Edifício dos Paços do Concelho, cumprindo todos os requisitos. Como tal, diz não compreender porque razão a autarquia adoptou uma postura diferente em relação aos outdoors do PSD, quando os mesmos requisitos foram cumpridos. “Não queremos ser levados por este clima. Se o objectivo de Guilherme Pinto era ferir Narciso Miranda, o PSD está aqui a ser prejudicado pelo conflito entre os dois socialistas”, referiu o líder da JSD. Quanto à solução de se criar um edital com os vários locais de afixação de propaganda política, sugerida pelo presidente da CMM na semana passada, o social-democrata Joaquim Monteiro entende que “é uma solução, desde que seja discutida, negociada com os partidos”. Já na última reunião de câmara, o grupo de vereadores eleitos pelo PS no Executivo se tinham já manifestado “contra a acção “anti-propaganda política” que a maioria Socialista da Câmara de Matosinhos tem desenfreadamente levado a cabo nos últimos dias, pela remoção de inúmeras estruturas destinadas à difusão de mensagens de conteúdo político”.

Os vereadores social-democratas consideram que, “a situação antidemocrática desta atitude, que faz lembrar tempos de má memória, penaliza a imagem de Matosinhos, como espaço territorial onde a liberdade de informação é um valor respeitado como elemento da democracia em que o Portugal Democrático vive há mais de três décadas”. Em comunicado lido na conferência de imprensa por Adelaide Sousa, os sociais-democratas realçam que “o Presidente da Câmara assumiu na reunião não só a manutenção dessa atitude, como a de não acatar as decisões da Comissão Nacional de Eleições, que de resto têm sido favoráveis às reclamações das forças políticas”. Como tal, os vereadores João Sá, Nelson Cardoso e Virgílio Macedo, deixaram bem claro que se desmarcam desta posição. A presidente da Comissão Política Concelhia tenciona apresentar queixa-crime junto do Ministério Público, no Tribunal Judicial da Comarca de Matosinhos, caso a autarquia não reponha os outdoors do PSD que retirou. O prazo terminou na passada segunda-feira.


Narciso pede intervenção do PS depois da decisão da CNE, Narciso Miranda chamou novamente a comunicação social à sede da associação cívica a que preside para dar conta dos últimos desenvolvimentos de “mais um lamentável episódio”. O ex-autarca explicou que percorreu todos os locais onde foram instalados e retirados os outdoors para chegar à conclusão de que “não há uma única estrutura” que prejudique a segurança nos arruamentos ou o sistema de rega de jardins e rotundas. Segundo Narciso Miranda, os outdoors que constituem agressões paisagísticas “em locais nobres da cidade” ou são colocados pela CMM ou por outros órgãos autárquicos como juntas de freguesia. “O que encontrei foi uma floresta de placas e vasos inestéticos”, disse. Assim, Narciso Miranda pretende criar um grupo de trabalho com representantes de forças partidárias, movimentos ou associações cívicas, para disciplinar não só a propaganda político-partidária como a comercial.Narciso Miranda defende que, antes da retirada de cartazes, a autarquia deveria notificar as estruturas em caso de “anomalias”. Sobre a notificação da CNE, Narciso Miranda confessa ter ficado “espantado pela decisão do presidente da Câmara em não acatar a decisão da CNE”, não lhe reconhecendo competência, quando “dois dias antes, disse que respeitaria a decisão”. “Isto deve-se a uma profunda inexperiência de quem lidera a Câmara, mas também a uma euforia do poder. É deslumbramento do poder. Eu não os (os membros do Executivo) preparei bem. Não soube transmitir a pedagogia do poder”, frisou. Por fim, Narciso Miranda desafiou o PS distrital e nacional a pronunciar-se sobre esta matéria: “Será que o PS está de acordo com seis dos seus militantes, alguns dos quais com responsabilidades acrescidas? Há vereadores do PS que estão envergonhados, mas que têm de ser solidários, senão levam. É preciso que o PS clarifique estes equívocos. O meu partido está a perder com estes comportamentos Será que o PS vai mandar retirar os outdoors no Porto e em Vila Nova de Gaia? Ou vai dar cobertura a estas atitudes desviantes?”.Narciso Miranda colocou ainda à disposição da autarquia um grupo de voluntários da Associação “Narciso Miranda- Matosinhos Sempre” para ajudar a repor os cerca de 30 cartazes retirados, “dispensando os trabalhadores da Câmara desse serviço para fazer aquilo para que são contratados”.


O acórdão do Tribunal Constitucional Guilherme Pinto garante que vai acatar a decisão da CNE. Contudo, por entender que a CNE não tem competência para decidir fora dos períodos eleitorais, o edil decidiu enviar a questão para o Tribunal Constitucional.Aliás, Guilherme Pinto segue o exemplo do presidente da Câmara Municipal do Porto numa polémica semelhante em torno da retirada de cartazes do PCP. Rui Rio não concordou com a posição da CNE e remeteu o processo para o Tribunal Constitucional. O acórdão nº 312/2008 diz, entre outras coisas, que “nem a Lei Orgânica da CNE, nem as leis eleitorais ou a Lei nº 97/88, de 17 de Agosto que regula a afixação de mensagens publicitárias e propagandísticas habilitam a CNE a exercer quaisquer poderes de controlo ou de polícia administrativa fora dos procedimentos eleitorais”.É com base neste mesmo acórdão que Guilherme Pinto procura agora uma solução para este problema: “Não quero polémicas tontas. Eu acho que a Câmara de Matosinhos está a cumprir o seu dever quando entende que é possível compatibilizar liberdade de expressão/liberdade de propaganda com o mínimo de regras que impeçam a vandalização de espaços públicos que são tratados e mantidos pela Câmara de Matosinhos, com o dinheiro dos contribuintes. É possível harmonizar tudo isso. Basta que as forças políticas e a CMM se entendam relativamente aos melhores espaços para proceder à divulgação dessas ideias políticas. Para isso era necessário que a colocação de estruturas- que na opinião da câmara são obras de construção civil e, como tal, de licenciamento obrigatório- fosse solicitada”. O edil recordou ainda que a CMM colocou estruturas próprias em todo o concelho para a divulgação de mensagens por parte das forças políticas.


Por: Dulce Salvado

sábado, 7 de março de 2009

PSD já mexe!


O PSD, irá esta semana dar os primeiros passos rumo às eleições autárquicas, em Matosinhos. Ainda não dizem que é o candidato. Para além de no próximo fim de semana ser distribuído um cartaz sob o título “A Força da União dos Matosinhenses”, ao mesmo tempo que vai ser endereçada aos eleitores de Matosinhos, a seguinte mensagem:
“O PSD acompanha com muita atenção e preocupação a evolução da situação política de Matosinhos. Nos últimos anos, o PSD e os seus autarcas afirmaram-se como uma oposição política construtiva, assumindo uma atitude de grande responsabilidade na defesa dos interesses dos Matosinhenses. Infelizmente, há muitos anos a esta parte, Matosinhos tem sido um palco de lutas ferozes entre alguns autarcas do Partido Socialista, facto que perturba o trabalho autárquico e desprestigia o Concelho. Recordamos as lutas entre o Sr. Narciso Miranda e o Dr. Manuel Seabra, que, após factos lamentáveis, levaram o PS Nacional a afastá-los das lutas e a candidatar o Dr. Guilherme Pinto com o apadrinhamento pessoal do Sr. Narciso Miranda. Agora, e mais uma vez, as lutas no PS vêm à superfície, levando o Sr. Narciso Miranda a candidatar-se contra quem apadrinhou e apoiou em 2005. Esta Câmara substitui a política do desenvolvimento infra-estrutural pela política de despesa descontrolada, levando a que, recentemente, tenha tido a necessidade de recorrer a um empréstimo de 5 milhões de euros para pagar ordenados. É tempo de Mudar! É tempo de os Matosinhenses de “gema” e os que adoptaram Matosinhos para viver unirem esforços para colocarem um ponto final nestas convulsões. Eleger nas próximas eleições o Sr. Narciso Miranda ou o ainda Presidente da Câmara será perpetuar por mais quatro anos este clima de conflitualidade. Esta Câmara e o Governo falharam no município e no País. O PSD iniciou já o seu processo autárquico estando a realizar reuniões com instituições da Sociedade Civil com vista dar corpo a um programa eleitoral. Qualificar as Vias Municipais. Melhorar a rede de transportes públicos entre freguesias. Aumentar a rede de equipamentos sociais. Reforçar a qualidade de vida urbana. Proteger o Ambiente. Serão os objectivos centrais das políticas do PSD.Por isso é fundamental voltar a Unir a Sociedade Matosinhense, enterrar os conflitos e olhar para o futuro com confiança, numa comunidade em que os jovens são o seu grande potencial de modernidade. Acarinhar e apoiar os mais idosos será respeitar as tradições mais profundas de Matosinhos, enquanto símbolo de Terra e Mar.Com o PSD é possível reconciliar todos e construir a União dos Matosinhenses, fazendo novamente este Concelho grande aos olhos do País.”

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

As obras, a mercearia e a cabeça baixa da gestão PS

Há anos que Matosinhos reclama um novo quartel da GNR que permita desocupar as instalações municipais cedidas, não sei há quanto tempo, na Quinta da Conceição.Bem se sabe também que este foi um projecto alvo de sucessivas propostas de inclusão no Orçamento do Estado, sempre rejeitadas pelas forças de bloqueio do PS e do PSD.Sabem também os matosinhenses que a localização deste quartel está prevista para Perafita, e que este quartel vai servir concelhos da Área Metropolitana, tal como aliás hoje sucede já a partir das instalações da Quinta da Conceição. Finalmente, anunciou há mais de um ano o Governo um plano plurianual com vastos meios financeiros destinados à construção de novas instalações da PSP e da GNR.Perante isto o que propõe a gestão municipal do PS? Pois … estabelecer um acordo para ceder terrenos ao Governo para o quartel, aceitar fazer e pagar o projecto de construção e, finalmente, pagar a própria construção, sendo o dinheiro desta devolvido às prestações, a última das quais lá para 2012!Em vez de propor a troca do terreno municipal por património do Estado (que interessasse ao Município), a gestão PS quer dar de barato propriedades municipais (mesmo sabendo-se que o Governo anda por aí a vender património em hasta pública para fazer receitas extraordinárias enquanto exige de borla aos municípios terrenos para fazer obras que são da estrita competência governamental…). Em vez de impor ao Governo a definição de prioridade para a construção deste quartel no referido plano plurianual das forças de segurança, levando mesmo esta discussão à Junta Metropolitana, (já que o quartel vai continuar a servir uma área muito vasta e que ultrapassa o Concelho), a gestão PS prefere “comprar” os favores do Governo da sua cor, pagando o projecto de construção e adiantando sem juros o dinheiro que é de todos nós, e que podia e devia ser usado noutras obras de interesse que ninguém faz em vez da Câmara. A isto se chama política de merceeiro. Oferecer dinheiro para comprar prioridades quando elas são inquestionáveis e interessem a Área Metropolitana, rasteirar quem quer que se meta entre Sócrates e Pinto, dizer ámen a toda e qualquer exigência ou chantagem que o Governo decida impor a Matosinhos. Com a gestão municipal do PS, Matosinhos verga-se perante os poderosos e mandantes…

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

“PSD pode ganhar em Matosinhos”


Conferência sobre «Marketing Político» reuniu sociais-democratas na antiga Biblioteca Municipal.A poucos meses de várias campanhas eleitorais, a Comissão Política Dis­trital do Porto do PSD e a Academia Sá Carneiro promoveram, na passada semana, uma conferência sobre «Marketing Político». A iniciativa realizou-se na antiga Biblioteca Municipal de Matosinhos, na passada sexta-feira.A presidente da concelhia do PSD, Clarisse Sousa, aproveitou a ocasião para agradecer o facto de terem escolhido Matosinhos para a realização daquela acção, uma vez que, segundo confessou, “somos um poucos esquecidos pelos dirigentes distritais”.A dirigente social-democrata recordou ainda o facto de 2009 ser um ano de vários actos eleitorais, razão pela qual a temática em discussão se torna importante para os militantes se prepararem para os combates, tendo em conta o facto de Matosinhos assistir a um poder socialista de há 30 anos. “É muito tempo. Temos que apresentar um programa credível”.A intervenção de fundo esteve a cargo de Agostinho Branquinho. O deputado na Assembleia da República iniciou a sua intervenção, lembrando que as formas de comunicação são hoje cada vez mais diversificadas, sendo importante que a mensagem chegue às pessoas e sobretudo que ela seja descodificada.Outra das questões abordadas pelo dirigente social-democrata foi o facto de vivermos numa sociedade cada vez mais mediatizada, razão pela qual os políticos devem procurar actuar em todos os locais e plataformas possíveis.Agostinho Branquinho chamou a atenção dos presentes para o facto do Marketing Político ser um processo contínuo, deixando claro que se os conceitos só forem aplicados em período eleitoral, poderá ser tarde demais.O dirigente do PSD alertou os militantes para o facto de uma eleição estar directamente relacionada com uma campanha de comunicação, iniciando-se pela colocação de duas questões prévias: a meta eleitoral e como atingir os objectivos.“Nem sempre conseguimos vencer. O objectivo de um partido é ter um programa e comunicá-lo às pessoas, esperando que elas a consigam descodificar. Por isso penso que teremos condições para ganhar Matosinhos”, acrescentou.Agostinho Branquinho considera fundamental iniciar o trabalho o mais cedo possível, sendo necessário ver quais são as características do candidato, encontrar uma equipa, criar uma estrutura de campanha, constituída por pessoas com humildade e vontade de vencer.O deputado da Assembleia da República chamou ainda a atenção para as sondagens de opinião. Segundo o dirigente social-democrata, eles tem um papel importante pois fazem um diagnóstico, mas nunca um prognóstico. “Não podemos esquecer o que se passou em Espanha no pós 11 de Março: um erro de comunicação fez com que José Luís Zapatero ganhasse as eleições, quando as sondagens dias antes davam vitória ao PP”, acrescentou.Referindo-se ao caso concreto de Matosinhos, Agostinho Branquinho lembra que bastará retirar 8 ou 9 mil votos ao PS para conquistar a autarquia liderada por Guilherme Pinto.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Pedro da Vinha Costa sobre as autárquicas em Matosinhos

Apoiante de Manuela Ferreira Leite nas últimas eleições directas no PSD, Pedro da Vinha Costa falou ao "Matosinhos Hoje" sobre a actuação da Comissão Política Concelhia e a escolha do candidato do partido.
Pedro da Vinha Costa, advogado de 47 anos, trocou há seis anos o Porto pela Senhora da Hora. Militante do PSD desde 1974, foi deputado e vice-presidente da Comissão Política Distrital do Porto do PSD. Foi membro da Comissão Política Nacional do PSD com Marcelo Rebelo de Sousa e com Luís Marques Mendes, de quem foi chefe de gabinete no partido.
MH- 2009 é ano de eleições autárquicas. No caso concreto de Matosinhos, o PSD poderá sair beneficiado com esta divisão no PS, entre Narciso Miranda e Guilherme Pinto?
PVC- A mim não me preocupa nada os problemas na casa dos outros. Problemas entre o Sr. Narciso Miranda e o Dr. Guilherme Pinto são problemas que eles hão-de resolver lá no PS, mas eu também não vivo bem por causa dos problemas da casa dos outros.
É com alguma preocupação que eu vejo que algumas pessoas no PSD, e designadamente a Concelhia do PSD de Matosinhos, parecem estar à espera que, de repente, aconteça aqui uma situação milagrosa que é, no fundo, este cenário: Guilherme Pinto candidato pelo PS, Narciso Miranda candidato independente, vão tirar votos um ao outro e o PSD, sem subir a sua votação, acaba por ganhar as eleições só porque os outros descem, porque dividem os votos.
Em primeiro lugar, acho que isto é muito pouco ambicioso. Em segundo lugar, acho que isto é muito perigoso. O que pode acontecer, se o PSD continuar a não existir enquanto força política de Matosinhos, como tem acontecido até aqui, é que seja o PSD a perder pontos para a candidatura de Narciso Miranda ou de Guilherme Pinto e não o contrário.
Pode acontecer que o PSD, em vez de ganhar com isso, possa correr mesmo o risco de deixar de ser a segunda força política e passar a ser a terceira ou a quarta.
O Partido Socialista tem um projecto esgotado em Matosinhos. É um projecto com trinta e tal anos. É quase uma situação terceiro mundista ou de inexistência de alternância de poder.
Mesmo nessas circunstâncias, quem aspira a ser poder tem que ter propostas alternativas. Só existe alternância quando há alternativa.
O PSD tem que se constituir como alternativa a este poder socialista, seja ele corporizado por Guilherme Pinto ou por Narciso Miranda, porque ambos têm responsabilidades naquilo que se passou nos últimos anos em Matosinhos.
O PSD tem que ter posição sobre os grandes problemas do concelho e é isso que eu não vejo o PSD ter. Vejo o PSD a fazer a distribuição de cabazes de Natal aos mais carenciados do concelho, o que acho muito louvável, vejo o PSD a organizar umas acções que poderiam ser organizadas pelo Bloco de Esquerda como distribuir panfletos na rua. Não vejo o PSD a dizer o que pensa sobre a refinaria de Leça da Palmeira, não vejo o PSD a dizer o que pensa sobre a questão do ambiente no concelho. Não é o PSD vir dizer que aumentou a criminalidade. Espera-se que um partido político denuncie a situação, mas que apresente alternativas e soluções. Sobre isso o PSD não diz nada, nem tem propostas nem tem rostos.
Os rostos do PSD em termos autárquicos no concelho pura e simplesmente não exis­- tem. O PSD tem três vereadores no executivo camarário, um dos quais é vereador há três ou quatro mandatos. Não se percebe muito bem porquê e o que é que tem feito. Mas o problema não é o Sr. Nelson Cardoso. O problema é o PSD que não é capaz de gerar rostos no concelho.
MH- Porquê?
PVC- O PSD não tem posições concretas sobre as grandes questões. Matosinhos é um concelho que sociologicamente se alterou muito nos últimos anos. Hoje, a composição sociológica do concelho de Matosinhos resulta muito de um movimento migratório idêntico àquele que eu fiz: vim do Porto viver para Matosinhos.
O PSD, como todos os partidos, tem de ser capaz de perguntar o que é que estas pessoas querem. As pessoas vêm para Matosinhos porquê? Na maior parte dos casos, porque a relação qualidade/preço na habitação é melhor do que aquela que encontram no Porto.
A partir daqui, o que é que Matosinhos tem para dar? O que as pessoas querem é qualidade de vida.
Matosinhos tem de saber aproveitar a sua localização, o facto de ter um porto de mar e de estar às portas de um aeroporto, o facto de estar ao lado de uma cidade como o Porto.
MH- Acha que a Comissão Política Concelhia do PSD de Matosinhos não tem estado bem?
PVC- Acho que a Concelhia do PSD de Matosinhos não existe. Tem uma perspectiva da política igual à da associação paroquial de solidariedade social. Politicamente, a Concelhia do PSD é zero. Não tem uma ideia, não tem uma proposta, não tem a noção do que é um projecto político para um concelho como Matosinhos, nem para uma junta de freguesia.
Tem ainda um outro problema em matéria de escolha dos candidatos. Confesso que tenho alguma curiosidade para ver. A presidente da Concelhia, a Dr.ª Clarisse de Sousa, apoiou o Dr. Luís Filipe Menezes, que defendia a ideia das primárias para a escolha dos candidatos. Depois, a Dr.ª Clarisse de Sousa apoiou o Dr. Pedro Passos Coelho nas últimas eleições, que sobre isso não disse nada. Quem ganhou foi a Dr.ª Manuela Ferreira Leite, que sobre isso tem uma posição contrária. Eu não sei como a Dr.ª Clarisse de Sousa pensa fazer a escolha dos candidatos autárquicos.
Confesso que acho que isto não é um problema para a Dr.ª Clarisse, porque a Dr.ª Clarisse nem sequer pensa nisso. Espera que a Distrital do Porto lhe dê ordens e espera principalmente que, dessa dicotomia entre o Sr. Narciso Miranda e o Dr. Guilherme Pinto, possa surgir o brinde para o PSD. Tal como disse, temo que, em vez do brinde do bolo-rei, nos saia a fava.
Para além disso, a Dr.ª Clarisse tem um outro problema. A incapacidade total de pensar politicamente as coisas, de definir uma política global para o concelho.
O PSD tem ainda outro problema em Matosinhos, que é a escolha do candidato. Como acho que a Dr.ª Clarisse tem um só objectivo, que é o nome dela integrar as listas... Para quê? Tanto faz. Para defender o quê? É irrelevante. A Dr.ª Clarisse é alguém que está à beira de atingir um grande sonho e está completamente deslumbrada com essa possibilidade. Não quer, portanto, saber o que é que vai acontecer. Desde que ela lá esteja, o resto é irrelevante.
MH- O candidato do PSD à Câmara Municipal deve ser de Matosinhos?
PVC- Não acho que isso seja importante, mas deve ser alguém que os matosinhense reconheçam como uma pessoa capaz de dirigir um concelho de Matosinhos. Não interessa nada ter alguém muito conhecido e a quem as pessoas não reconhecem ter a capacidade de gerir seja o que for. Tem de ser uma pessoa identificada com os problemas do concelho. Não basta ser uma pessoa que conheça bem a região ou a Área Metropolitana do Porto. Tem que ser alguém que conheça bem a realidade de Matosinhos.
MH- Quem está melhor posicionado para ser candidato?
PVC- Avançar com nomes é começar a construir a casa pelo telhado. O PSD não pode aparecer daqui a seis meses e dizer: temos aqui o candidato e temos aqui as soluções para o concelho. Nenhum matosinhense acredita nisso.
MH- Marco António Costa e Agostinho Branquinho são cartas em cima da mesa?
PVC- O Dr. Agostinho Branquinho é uma pessoa estimável, um deputado muito bom, mas que, do ponto de vista autárquico está solto. O Dr. Marco António está preso a Gaia.
MH- Pondera hipótese de avançar com uma candidatura à Comissão Política Concelhia do PSD?
PVC- Fui candidato há cinco anos. Continuo a achar que o projecto que liderei tem validade. Há uma Concelhia que foi eleita. Se não tiver condições para cumprir o seu mandato até ao fim, deve fazer como o Dr. Luís Filipe Menezes. Demitir-se e convocar eleições. Nessa altura, se verá como são as coisas.

In Matosinhos Hoje, 17.06.2008